segunda-feira, 12 de julho de 2010

Cajuína piauiense receberá certificação de qualidade

Cajuína piauiense receberá certificação de qualidade
Selo vai agregar mais valor ao produto
Thays Teixeira e Antônia Pessoa


Com a proposta de agregar valor e destacar os melhores produtos será lançado o Selo de Regulamentação da Cajuína produzida no Piauí. Essa iniciativa foi apresentada em reunião, ocorrida este mês, com produtores de cajuína do Estado e gestores do Projeto Agroindústria do Caju, executado pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Sebrae no Piauí. Na ocasião foram mostrados os resultados da pesquisa de sensoriamento geográfico que caracterizou o produto fabricado no Estado.

Com essa delimitação de características será possível distinguir a cajuína produzida por aqueles que possuem uma regulamentação. O projeto de caracterização e de criação do selo será gerenciado pela Cooperativa Pró-Cajuína, com o apoio do Sebrae no Piauí.

O laudo técnico que caracterizou a cajuína foi realizado pela Universidade Federal do Piauí, UFPI, tendo a consultoria de Roberto Castelo Branco, responsável pela pesquisa sensorial geográfica do produto.

Dentre os critérios considerados para a caracterização da cajuína estão: cor amarelada, brilho, homogeneidade, odor e aroma, frutado de caju, caramelização, pútrido, textura, corpo, sabor, gosto, adstringência, acidez, doçura e frio. Através desses aspectos será possível distinguir a cajuína produzida no Piauí. O comparativo para o levantamento desses dados considerou amostras de produtos fabricados com o caju nativo, caju clone e o caju misto.

Conforme explica a gestora do Projeto Agroindústria do Caju do Sebrae no Piauí, Geórgia Pádua, essa iniciativa partiu da necessidade de melhorar o cenário da produção da cajuína no Estado. “Essa necessidade de agregar valor e destacar os melhores produtos fez com que os produtores desejassem a padronização. Com essa caracterização vai ser possível criar o selo e desta forma apresentar produtos com mais qualidade e com garantias para o consumidor final”, explica a gestora.

Para o consultor Roberto Castelo Branco, a pesquisa feita serviu para validar a cajuína fabricada com as variedades de caju. “O que foi visto é que o produto final apresenta poucas variações, ou seja, são quase imperceptíveis as diferenças da cajuína feita com o produto nativo, o clone e o misto. Isso faz com que os produtores possam se adequar mais facilmente, já que a pesquisa dá as orientações sobre como é o produto ideal para receber a certificação”, esclareceu o consultor do Sebrae.

O produtor da cajuína Aeroporto, da cidade de Floriano, Ademar Monteiro da Rocha, conta que com essa regulamentação os produtores só terão benefícios. “Nós vamos poder oferecer garantias e confiança. O consumidor terá certeza que está adquirindo um produto de qualidade. A cajuína certificada também terá maior aceitação no mercado, já que as indicações estarão presentes nos rótulos”, declarou o produtor.

O pedido do selo vai ser encaminhado ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial, INPI, em setembro, depois que forem validados todos os produtores e realizadas as devidas atividades de criação, caracterização, numeração e símbolos do selo.
Depois de criado o selo, será formada uma comissão que vai vistoriar a produção das cajuínas regulamentadas. O intuito é manter o padrão que foi instituído. A comissão terá representantes do Sebrae no Piauí, dos produtores de cajuína, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa; e UFPI.

Os atributos sensoriais analisados caracterizaram que as cajuínas que obtiveram aceitação possuem: cor média, líquido brilhante e homogêneo, odor próprio de cajuína, não sendo relacionado diretamente ao caju; textura leve, sabor/gosto próprio da cajuína, sabor frutado de caju mediano com acidez e adstringência leves, doçura média, doce suave ao acentuado e sensação oral frio forte. Para ter a percepção dos demais atributos, a cajuína tem que ser ingerida em temperaturas que variam de 7 a 10º C.

Serviço:
Unidade de Marketing e Comunicação do Sebrae no Piauí: (86) 3216-1356
Gerente: Graça Batista – (86) 9405-4498

Criatividade e Inovação no Artesanato Piauiense

Casa Piauí Design reúne o melhor do artesanato do Estado
Mostra acontece até o dia 23 deste mês, no Teresina Shopping
Antônia Pessoa










Carlos Augusto Lima


Tingimento das peças da Cooperativa dos Artesãos de Santa Teresa é feita com a pele do pedúnculo do caju.

A riqueza do artesanato piauiense aliada a técnicas de design modernas dão o tom da oitava edição da Casa Piauí Design, mostra que funcionará até o dia 23 deste mês, na Praça de Eventos do Teresina Shopping.

A abertura oficial da mostra, ocorrida na última quarta-feira (07), reuniu autoridades, artesãos, profissionais de arquitetura, design e decoração, além da imprensa e convidados. Entre os presentes o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae no Piauí, Ulysses Moraes; os diretores técnico e superintendente da instituição, Mário Lacerda e Delano Rocha; o superintendente de Desenvolvimento Econômico do Estado do Piauí, Francisco Carlos de Sousa; e a presidente da Fundação Cultural Monsenhor Chaves, órgão ligado à Prefeitura de Teresina, Laurenice França.

“A Casa Piauí é um projeto grandioso e consolidado, que eu tenho a honra de acompanhar desde a primeira edição. Essa é uma iniciativa que tem contribuído para que o artesanato do Estado tenha cada vez mais qualidade e competitividade. É o Piauí mostrando a sua cara e a sua gente, além da sua riqueza cultural. Temos uma produção artesanal de qualidade, que se destaca como uma das melhores do país. Mas é preciso produzir mais, diversificar e inovar para que essa cadeia produtiva conquiste cada vez mais espaço no cenário nacional e possa gerar mais emprego e renda”, afirma o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae no Piauí, Ulysses Moraes.

A mostra, que funciona no horário de 10h00 às 22h00, conta com mais de cem peças de diversas tipologias como madeira, cerâmica, bordados e rendas, sementes, couro, cestaria e trançados, e tecelagem. São panelas, descansos de prato, porta talheres, toalhas e caminhos de mesa, pratos, tigelas, travessas, porta latas, aventais, porta lenços e guardanapos, jogos americanos, colheres, luvas, rechaud, entre outros produtos.

GASTRONOMIA DO SERTÃO
Nesta edição, a temática da Casa Piauí Design é a Gastronomia do Sertão. Por conta disso, cerca de 90% das peças que compõem a mostra seguem a linha utilitária. Mas o público também pode ter acesso a peças decorativas, já que algumas tipologias de artesanato conseguem ser melhor trabalhadas para esta finalidade.

“A nossa cultura é o que nos distingue e que imprime mais valor à produção artesanal. A temática deste ano foi pensada como forma de resgatar o lado utilitário do artesanato. As pessoas não vão comprar peças somente para enfeitar ou deixar ambientes mais bonitos, e sim pra usar. Quando temos peças relacionadas à cultura e a gastronomia do Piauí, que é extraordinária, conseguimos valorizar mais ainda o artesanato e agregar valor à produção”, explica o arquiteto e designer mineiro, Eduardo Barroso, consultor da mostra.

Barroso, que tem mestrado em Urban Design pela Escola de Arte e Design de Lausanne, na Suíça, acompanhou todo o trabalho de concepção das peças, tendo ficado encantado com o potencial do artesanato piauiense

“É uma imensa satisfação ver o resultado desse trabalho, que reafirma o êxito desse projeto. A Casa Piauí Design é uma iniciativa pioneira no Brasil, que contribui para que a produção artesanal do Piauí tenha cada vez mais qualidade e possa competir e se firmar no mercado internacional. Mas todo esse sucesso é graças à perseverança, à dedicação e ao profissionalismo de todos os envolvidos nesse projeto. E essa ousadia do artesanato piauiense faz com que ele seja um dos mais significativos do país. Precisamos cada vez mais aperfeiçoar esse trabalho, fortalecendo todos os elos dessa cadeia produtiva”, acrescenta Barroso.

A EDIÇÃO 2010
A exemplo de edições anteriores, a mostra funciona na Praça de Eventos do Teresina Shopping, num espaço que traduz a beleza e a pujança do artesanato piauiense. São peças diferenciadas e com alto valor agregado.

Mais de vinte profissionais de arquitetura e/ou decoração, e artesãos ligados a vinte e uma cooperativas ou associações estão envolvidos na iniciativa. A mostra expõe o artesanato de várias cidades do Piauí como: Teresina, Campo Maior, Castelo do Piauí, Floriano, Luiz Correia, Ilha Grande, Buriti dos Lopes, Parnaíba, Pedro II, Coronel José Dias, Monsenhor Gil, União e São Raimundo Nonato.

O espaço da mostra foi projetado pela decoradora Lígia Veras, que apostou numa arrojada estrutura de iluminação para destacar a riqueza e criatividade das peças artesanais do Piauí. Arranjos de flores tropicais produzidas em Teresina dão cor ao espaço, que segue também modernos conceitos, estilos e padrões de decoração e ambientação.

Além de conferir a originalidade das peças, os visitantes podem também adquiri-las, a preços acessíveis, em loja que funciona no Teresina Shopping, em frente ao espaço da mostra. A comercialização dos produtos está sob a responsabilidade do Prodart.

AS COLEÇÕES
As coleções apresentadas na Casa Piauí Design trazem ícones da gastronomia nordestina relacionados ao bode, ao carneiro, a carne de sol, ao capote, a panelada e a galinha caipira.

Uma das coleções que mais tem chamado a atenção dos visitantes é da Cooperativa de Artesanato do Poti Velho, Cooperart Poti. A entidade trabalhou com o tema Galinha Caipira e desenvolveu cinco peças para servir esse prato típico piauiense. A coleção é composta de tigela para a galinha, travessas para o arroz e para o pirão e potes para molho de pimenta e para alguma outra receita que combine com galinha caipira.

“O Sebrae mais uma vez está de parabéns pela iniciativa, que ao longo desses oito anos tem contribuído para agregar valor a produção artesanal do Estado. O que nós vemos na mostra é resultado do esforço de muitos artesãos. É um trabalho árduo, mas que vale a pena. Melhoramos muito, mas podemos ter ainda mais qualidade na produção”, afirma a presidente da Cooperart Poti, Raimunda Teixeira da Silva, mais conhecida como Raimundinha.

Ainda segundo Raimundinha, a grande novidade da Cooperart Poti este ano é o uso de esmalte nas peças. “Nossas peças são feitas em argila, com uso de esmalte na parte interna, e da lista de engobe na parte externa, o que já se tornou marca registrada da cooperativa. As peças em cerâmica são acompanhadas por utensílios de madeira, fabricados na região norte da capital. Além disso, nos preocupamos em desenvolver uma embalagem para acomodar os produtos, o que valorizou ainda mais o trabalho”, destaca a artesã.

A criação das peças da Cooperart Poti foi feita em parceria com a arquiteta Indira Matos, que emprestou seu talento e profissionalismo para os artesãos da entidade. Indira já trabalhou com o grupo em outras edições da Casa Piauí, quando em 2007, juntamente com as artesãs, criou a linha de bonecas decorativas “Mulheres do Poti”. Naquele ano, a coleção foi a vencedora da mostra, tendo contribuído para que a Cooperart Poti conquistasse o Prêmio Sebrae Top 100 de Artesanato.

“A coleção Mulheres do Poti ainda hoje é bastante procurada, sendo um dos carros-chefe das vendas da cooperativa. Esperamos que essa nova coleção também seja forte e tenha boa aceitação no mercado”, completa Raimundinha.

Outra entidade que apresenta coleção na mostra é a Cooperativa dos Artesãos de Santa Teresa, comunidade localizada na zona rural de Teresina. São peças de jogo americano, como porta copos, porta jarra, descanso de panela e de prato, todas com imagem de bode. As cerca de vinte mulheres que fazem parte da entidade trabalham com pequenos teares manuais, sendo o diferencial de suas peças o tingimento com a pele do pedúnculo do caju.

“O tingimento é feito com a pele do pedúnculo do caju maduro em fios brancos, o que dá esse tom amarronzado à peça. A técnica surgiu quando as mulheres pensaram em dá coloração diferenciada aos produtos, mas utilizando algo natural, que fosse encontrado na própria comunidade e que não agredisse o meio ambiente”, explica a Irmã Neuma Medrado da Silva, uma das incentivadoras do grupo.

A Cooperativa dos Artesãos de Santa Teresa surgiu há seis anos e funciona numa sala da igreja localizada na comunidade. A entidade apresenta seu trabalho na Casa Piauí Design desde a terceira edição da mostra.

“Em 2005, quando da primeira participação do grupo no projeto, o material para confecção das peças foi todo recebido através de doações. Hoje, as mulheres já conseguem comprar a matéria-prima com recursos arrecadados da comercialização das peças. Além disso, a participação na mostra possibilita às artesãs adquirir novas técnicas de design e trocar experiências. É também uma forma de divulgar o trabalho da cooperativa, formada por mulheres humildes, mas de muita criatividade e garra”, ressalta Irmã Neuma.

A Casa Piauí Design 2010 é uma ação do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Sebrae no Piauí; em parceria com o Governo do Estado, através do Programa de Desenvolvimento do Artesanato Piauiense, Prodart; prefeituras municipais e Instituto Walmart.

Serviço:
Unidade de Marketing e Comunicação do Sebrae no Piauí: (86) 3216-1356
Gerente: Graça Batista – (86) 9405-4498

Caravana vai formalizar Empreendedores Individuais no Piauí

Empreendedor Individual nos bairros

Sebrae fará atendimento itinerante em várias regiões de Teresina e também em cidades do interior do Estado
Antônia Pessoa












Mário Lacerda, diretor técnico do Sebrae no Piauí comenta que o Empreendedor Individual garante mais cidadania para quem trabalha por conta própria.



AmpliarCopiarGaleriaUma ação mais efetiva e massificada foi pensada para aumentar o número de formalizações no Empreendedor Individual, EI, figura criada para aprimorar a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. Através do EI, os trabalhadores autônomos brasileiros podem se formalizar, tendo carga tributária reduzida.

“O Empreendedor Individual garante mais cidadania para quem trabalha por conta própria. Depois de formalizados, esses pequenos empresários conquistam vários benefícios como cobertura previdenciária, contratação de um funcionário a custos menores, acesso facilitado a serviços bancários, redução da carga tributária, entre outras vantagens. O papel do Sebrae nesse processo é dar apoio técnico na organização dos empreendimentos, capacitando os empreendedores para que possam gerir de forma eficaz suas empresas”, comenta o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae no Piauí, Ulysses Moraes.

Até agosto, o Sebrae no Piauí realizará a Caravana do Empreendedor Individual, uma ação de atendimento itinerante, quando técnicos da instituição vão percorrer, inicialmente, três bairros de Teresina, efetuando registros nessa nova figura da Lei Geral.

“Iniciaremos a caravana pelos bairros Dirceu Arcoverde, Mocambinho e Parque Piauí. Faremos o atendimento simultâneo, durante três dias, nessas regiões. No mesmo período, os postos de atendimento do Sebrae no interior do Estado também estarão desenvolvendo ação semelhante, numa tentativa de atingir a meta de 15.000 empreendedores formalizados, através do EI, até o final deste ano”, informa o gerente da Unidade de Atendimento Individual e Mercados do Sebrae no Piauí, Carlos Jorge Gomes da Silva.

Os empreendedores que participarem da caravana poderão se formalizar de forma fácil e rápida e saírem do atendimento itinerante com toda a documentação de empresa em mãos.

As atividades classificadas como passíveis de formalização no EI, devem atender também ao Código de Postura do Município. Se a atividade for de baixo risco, o alvará é liberado imediatamente. Se for considerada de médio ou alto risco, o empreendedor recebe um alvará provisório, e após fiscalização, se estiver dentro dos parâmetros de funcionamento, recebe o documento definitivo.

“É importante que todos os empreendedores forneçam informações verídicas no momento do cadastro, porque alterações posteriores geram custos. Lembramos que para se formalizar no EI, a arrecadação mensal do empreendedor não pode passar de R$ 3 mil. Caso o valor seja maior que o estipulado é mais vantagem aderir ao Simples Nacional”, afirma a gerente da Unidade de Políticas Públicas do Sebrae no Piauí, Maria Valclêdes de Moura.

A programação da caravana também inclui palestras sobre diversos temas como: crédito, atendimento, gestão, vendas; custos e preço de venda, entre outros assuntos. A intenção é fortalecer a ação de formalização, repassando informação e conhecimento de qualidade para esses trabalhadores.

SENSIBILIZAÇÃO E MOBILIZAÇÃO
Antes da caravana, o Sebrae no Piauí realizará um evento para esclarecer sobre as vantagens adquiridas pelos trabalhadores que se formalizam como EI. Na ocasião, representantes da Secretaria Estadual de Fazenda, do Instituto Nacional de Seguridade Social, INSS; da Prefeitura de Teresina, da Junta Comercial do Estado do Piauí; e de bancos vão falar sobre o papel de cada instituição nesse processo.

Ações de divulgação na televisão também estão entre as estratégias do Sebrae para dar mais força a esse trabalho de formalização no EI. Está previsto a inserção de informações sobre o tema, em programas de grande audiência, na semana que antecede a caravana.

“Estamos pensando em inserir, na programação das TV’s, um quadro de perguntas e respostas sobre o EI, com depoimentos de empreendedores já formalizados. Formadores de opinião também vão falar sobre essa nova figura legal. Pretendemos atrair a atenção do público para a importância da formalização”, informa a gerente da Unidade de Marketing e Comunicação do Sebrae no Piauí, Graça Batista.

ATENDIMENTO CONTINUADO
Além de incentivar a formalização, o Sebrae no Piauí dará todo o suporte e orientação necessários para que o empreendimento possa se firmar no mercado, de forma sustentável e competitiva.

Os Agentes de Orientação Empresarial da Instituição, AOE, visitarão os empreendedores e farão um diagnóstico das empresas. Após o levantamento dos dados, os agentes apresentarão um plano de ação, que deverá contribuir para um melhor desempenho desses negócios no mercado.

Treinamentos específicos para esse público também serão realizados como forma de aprofundar os temas das palestras, que acontecerão durante a caravana. Os empreendedores poderão participar dessas capacitações pagando valores simbólicos.

VANTAGENS E BENEFÍCIOS
A formalização através do EI permite que o trabalhador autônomo tenha CNPJ e emita nota fiscal, podendo vender para outras empresas e para o poder público, ampliando, dessa forma, a sua participação no mercado.

“O processo de formalização no EI é simples, além de ser gratuito. É a formalização a custo zero. A nossa intenção ao incentivar os trabalhadores a aderirem ao EI é dar mais cidadania a essas pessoas e garantir condições mais dignas de trabalho. Um Empreendedor Individual que atua no segmento do comércio paga apenas 57,10, por mês, de impostos e contribuições, e tem direito a inúmeros benefícios assegurados por lei”, destaca o diretor superintendente do Sebrae no Piauí, Delano Rocha.

A contribuição mínima de um trabalhador autônomo para o INSS é de 20% do salário mínimo. Formalizadas através do EI, essas pessoas passam a contribuir apenas com 11% do mínimo, sendo isentas de contribuições federias. Se atuar no setor de comércio, o valor do ICMS é de R$ 1,00. Se for no segmento de serviços, o ISS fica em R$ 5,00.

Outra vantagem é o acesso à previdência. O EI tem direito a uma série de benefícios como auxílio maternidade e doença, aposentadoria por tempo de serviço, auxílio desemprego, entre outras regalias concedidas pelo INSS.

O EI permite também a contratação de um funcionário a custos reduzidos, pagando 3% do salário mínimo para a previdência e 8% de FGTS, mensalmente. O empregado contribui com 8% do seu salário para a previdência.

As instituições financeiras também têm linhas de crédito e serviços especiais para os Empreendedores Individuais. A Caixa Econômica Federal, por exemplo, faz empréstimos de até R$ 1.600,00 para capital de giro; além de permitir que o empresário formal tenha conta pessoa jurídica, cheque e cartão de crédito, ferramentas que, se bem utilizadas, podem ajudar a alavancar o empreendimento.

QUEM PODE
Para se inscrever como Empreendedor Individual, o trabalhador deve exercer atividades em uma das categorias determinadas pelo Governo Federal, como é o caso de acabadores de calçados, açougueiros, adestradores de animais, carroceiros, chaveiros, gravadores de carimbos, pedreiros, pescadores, pintores, pipoqueiros, entre muitas outras atividades.

O empreendedor individual deve faturar no máximo R$ 36.000,00 por ano e não ter participação em outra empresa como sócio ou titular.

Para obter mais informações sobre o EI, os interessados podem acessar o site http://www.portaldoempreendedor.gov.br/ ; ou procurar um dos postos de atendimento do Sebrae. No Piauí, a instituição possui escritórios em Teresina, Parnaíba, Piripiri, São Raimundo Nonato, Floriano e Picos.


Serviço:
Unidade de Marketing e Comunicação do Sebrae no Piauí: (86) 3216-1356
Gerente: Graça Batista – (86) 9405-4498

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Ensino profissionalizante cresceu 1.200% em sete anos

O ensino profissionalizante está entre os fatores de crescimento de índices favoráveis para o desenvolvimento dos cidadãos. Em sete anos, o Piauí cresceu 1.200% neste setor, passando de três para 36 escolas com ensino profissionalizante em todas as regiões do Estado.


Um saldo positivo que deve ser comemorado por todos, segundo o governador Wilson Martins, que revelou os números durante entrevista ao programa Conversando com o Governador, da agência Rádio CCom, na noite dessa terça-feira (27). No último final de semana foi inaugurada a 11� unidade do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFPI) na cidade de Uruçuí, como parte da expansão dos IFPIs, que nos últimos sete anos ganharam 11 novas unidades.

Com o processo de descentralização do ensino técnico profissionalizante, a meta é chegar a 31 novas unidades em todo o Estado. "Nas últimas duas semanas, três cidades ganharam IFPIs: Piripiri, Angical e Uruçuí. E nos próximos meses outras três escolas no mesmo nível serão inauguradas em Corrente, Paulistana e Campo Maior. Uma das bandeiras do governo é o investimento em profissionalização, que agrega experiência da sala de aula à prática", destacou.

O governador explicou ainda que a vantagem em cursar o ensino técnico é que à medida que o aluno conclui o ensino médio, faz um curso profissionalizante, que facilita a entrada no mercado de trabalho ou pode fazer um curso superior na mesma escola.

"Isso credencia o Estado a resolver grandes demandas, por exemplo, a carência de professores de física, biologia e matemática. É de reconhecido valor, especialmente pela qualidade do ensino", disse.

Wilson Martins lembra que há duas ou três décadas, o estudante era obrigado a se deslocar da cidade natal até a capital para poder concluir o ensino médio, morando de favor em casa de parentes ou mal acomodado em casas de estudantes.

"Hoje o que se vê é uma transformação, educação regionalizada, que possibilita atender pessoas mais excluídas do processo. Estamos escrevendo a mais bela história do desenvolvimento do Piauí", declarou.

Fonte: http://www.portaldelta.com.br/v3/index.php?module=noticias&block=noticia&IdGeral=7519

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Micro e pequenos precisam crescer mais que a média nacional

Diretor do Sebrae afirma que só assim o segmento aumentará a participação no Produto Intermo Bruto e contribuirá para melhorar a distribuição de renda
Da Agência Sebrae de Notícias

"Há circulação de riqueza na base da pirâmide. Os valores, individualmente, são pequenos, mas muito expressivos no total. Com a estabilidade econômica, aumento do emprego e da massa salarial, além dos programas de transferência de renda, grandes varejistas e instituições financeiras traçam estratégias para conquistar em definitivo grandes nacos desse interessante mercado potencial". Essas considerações foram feitas pelo diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, no encerramento da Semana Sebrae do Agronegócio 2010, em Brasília.

“Não tenham dúvidas, não se trata de estratégias de marketing social. São estratégias fortes de ampliação de negócios”, afirmou, ressaltando que Sebrae e parceiros pretendem, por meio de ações abrangentes e integradas, que os pequenos negócios urbanos e rurais, naturalmente mais próximos desse chamado contingente de menor renda per capita, organizem-se para alavancar vendas não só no próprio território mas também para atenderem nichos de maior renda, inclusive internacionais.

Só essa maior abrangência mercadológica garantirá maior faturamento aos pequenos negócios, fundamental para que amparem o processo de distribuição da renda nacional, via maior faturamento, absorção de mão de obra e pagamento de melhores salários. Avaliações de consultorias privadas de renome indicam que o Brasil duplicará, até 2020, o seu Produto Interno Bruto (soma de todos os bens e serviços produzidos em um país durante determinado período ), hoje em R 3,1 trilhões. A expectativa é que ultrapasse economicamente países como Itália e França.

A participação de micro e pequenas empresas no PIB é de 20%, apesar do segmento abrigar 98% dos 5,8 milhões dos negócios formais de todo o país e ser responsável por 60% dos postos de trabalho. “O importante é que os pequenos negócios faturem mais, por meio da inovação, para que o segmento cresça mais que a média dos demais porque só assim ampliará a participação no PIB”, explicou Carlos Alberto.

O diretor fez questão de citar uma propaganda da PriceWaterhouse estampada na poltrona de um avião durante vôo do Rio de Janeiro para Brasília: “O Brasil será a quinta potência mundial na próxima década. Qual o benefício para sua empresa?” Obviamente, observou, a consultoria está falando para médias e grandes empresas. “Nós, do Sebrae, falamos para as micro e pequenas e trabalhamos para que também aproveitem este novo ciclo de crescimento que já é realidade hoje e se desenha para os próximos anos.”

Carlos Alberto fez questão de citar casos de sucesso como o da plantação de melão em estados do Nordeste que, por meio da certificação, consegue melhores preços no mercado interno e também ser exportado. O mesmo está acontecendo com o mel e a cachaça. "Temos condição de produzir de alimentos saudáveis e com atenção ao meio ambiente. São produtos com grande valor agregado que podem fazer a diferença em termos de faturamento para produtores e empresas individualmente e para o território, no geral", concluiu.


Prêmio SEBRAE Mulher de Negócios

Começaram as inscrições para o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios

Premiação destaca mulheres que são exemplos na gestão de negócios de micro e pequeno portes
Da Redação

Premiar histórias de mulheres empreendedoras que estão espalhadas pelo Brasil. Este é o objetivo do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios. As inscrições para a premiação começaram na última segunda-feira (03) e vão até o dia 06 de agosto.

Instituído desde 2004, o prêmio é uma iniciativa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Sebrae Nacional; em parceria com a Federação das Associações de Mulheres de Negócio, BPW; Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, SPM; e Fundação Nacional da Qualidade, FNQ.

Podem participar do prêmio mulheres empreendedoras com mais de 18 anos, proprietárias de micro e pequenas empresas; e membros de grupos de produção formal, que são cooperativas e associações de pequenos negócios produtivos com geração de trabalho e renda, que estejam estabelecidas formalmente há pelo menos um ano.

O regulamento do prêmio está disponível no site www.mulherdenegocios.sebrae.com.br. As interessadas também podem receber esse material nos escritórios do Sebrae em Teresina, Parnaíba, Picos, Piripiri, Floriano e São Raimundo Nonato.

O prêmio é dividido em três etapas: estadual, regional e nacional. As vencedoras das etapas estaduais ganharão um curso da matriz de soluções educacionais do Sebrae, nos segmentos de mercado, recursos humanos, finanças administração, produção, processos, empreendedorismo ou liderança.

As vencedoras regionais, além do curso da matriz educacional, recebem troféu e certificado, e uma viagem a Brasília para participar do evento de premiação da etapa nacional.

As grandes vencedoras da fase nacional ganham uma viagem para participar de um evento de mercado, com foco em empreendedorismo e gestão, no Brasil. O resultado etapa será divulgado em abril de 2011.

Tem também um prêmio extra, que contemplará os dois melhores depoimentos de todo o país. As escolhidas ganharão uma viagem a um centro de referência mundial em empreendedorismo.

Em 2009, o prêmio contou com a participação de 3.060 candidatas. “Este ano queremos dobrar o número de inscrições em relação ao ano anterior, até mesmo porque uma das nossas mulheres foi vencedora na categoria regional em 2008, e isso serve de estímulo para as demais”, explica a analista da Unidade de Conhecimento e Tecnologia do Sebrae no Piauí, Anieusa Queiroz.

Maiores informações na Unidade de Conhecimento e Tecnologia do Sebrae no Piauí, localizada no 1º andar do prédio da instituição em Teresina, na Av. Campos Sales, nº 1046, Centro; ou através do telefone (86) 3216-1376. As interessadas podem também procurar os escritórios do Sebrae em Teresina, Parnaíba, Picos, Piripiri, Floriano e São Raimundo Nonato.


Serviço:
Unidade de Conhecimento e Tecnologia do Sebrae no Piauí: (86) 3216-1314
Gerente: Solange Azevedo – (86) 9429-3869

Chefs de cozinha de São Paulo visitaram o Piauí

Profissionais vieram conhecer a culinária do Estado
Antônia Pessoa

Esta semana os chefs de cozinha de São Paulo, Gabriel Broide e Felipe Ribenboim, do Restaurante Dois, estiveram no Piauí para conhecer a culinária do Estado. O Restaurante Dois vai sediar o Festival Gastronômico da Piauí Sampa, evento que acontece de 24 a 30 deste mês, na capital paulista.

Broide e Ribenboim visitaram as cidades de Teresina, Piripiri, Campo Maior, Pedro II, Parnaíba e Ilha Grande.

“Recebemos o convite do Sebrae para sediar este festival e achamos a idéia muito bacana. Durante a visita, fizemos pesquisa de produtos e resgate de alguns ingredientes para montar um cardápio para esse evento gastronômico”, comenta Ribenboim.

O Restaurante Dois receberá ambientação especial com elementos típicos do Piauí. Estão previstas também apresentações culturais, que devem acontecer todas as noites, durante a realização do Festival Gastronômico.

“Viemos para conhecer os produtos regionais e ver como podemos utilizá-los em novas receitas. Vamos criar pratos a partir de receitas tradicionais, mas com novos ingredientes e técnicas modernas, levando em consideração nosso conceito de cozinha contemporânea”, explica Broide.

O Festival Gastronômico funcionará em sistema de menu de degustação, com uma sequência de sete pratos, que serão servidos de acordo com a composição de cada receita. As novas receitas também poderão ser consumidas fora do menu de degustação.

“Os pratos serão criados após esse intenso trabalho de pesquisa aqui no Piauí. Com essa visita tivemos a oportunidade de entender melhor a cultura do Estado, conhecer algumas essências e testar novos sabores”, acrescenta Broide.

Os chefs conheceram a manteiga da terra, a carne de sol, caranguejo, o pequi e outros produtos típicos do Estado.

“A cozinha é viva, por isso vamos repensar esses ingredientes e fazer as mesmas receitas de formas diferentes. Esses novos pratos serão testados junto nosso público e dependendo da aceitação podemos incluir algum no nosso cardápio, já que mudamos o menu do restaurante a cada seis meses”, informa Ribenboim.

O Restaurante Dois já sediou outros festivais gastronômicos, sempre com foco na pesquisa de novos produtos, que possam tornar as receitas cada vez mais interessantes e saborosas.

Serviço:
Unidade de Atendimento Coletivo Comércio e Serviços do Sebrae no Piauí: (86) 3216-1305
Gerente: Gilson Vasconcelos – (86) 9427-0956

Chefs de cozinha de São Paulo visitaram o Piauí

Profissionais vieram conhecer a culinária do Estado

Antônia Pessoa


Esta semana os chefs de cozinha de São Paulo, Gabriel Broide e Felipe Ribenboim, do Restaurante Dois, estiveram no Piauí para conhecer a culinária do Estado. O Restaurante Dois vai sediar o Festival Gastronômico da Piauí Sampa, evento que acontece de 24 a 30 deste mês, na capital paulista.

Broide e Ribenboim visitaram as cidades de Teresina, Piripiri, Campo Maior, Pedro II, Parnaíba e Ilha Grande.

“Recebemos o convite do Sebrae para sediar este festival e achamos a idéia muito bacana. Durante a visita, fizemos pesquisa de produtos e resgate de alguns ingredientes para montar um cardápio para esse evento gastronômico”, comenta Ribenboim.

O Restaurante Dois receberá ambientação especial com elementos típicos do Piauí. Estão previstas também apresentações culturais, que devem acontecer todas as noites, durante a realização do Festival Gastronômico.

“Viemos para conhecer os produtos regionais e ver como podemos utilizá-los em novas receitas. Vamos criar pratos a partir de receitas tradicionais, mas com novos ingredientes e técnicas modernas, levando em consideração nosso conceito de cozinha contemporânea”, explica Broide.

O Festival Gastronômico funcionará em sistema de menu de degustação, com uma sequência de sete pratos, que serão servidos de acordo com a composição de cada receita. As novas receitas também poderão ser consumidas fora do menu de degustação.

“Os pratos serão criados após esse intenso trabalho de pesquisa aqui no Piauí. Com essa visita tivemos a oportunidade de entender melhor a cultura do Estado, conhecer algumas essências e testar novos sabores”, acrescenta Broide.

Os chefs conheceram a manteiga da terra, a carne de sol, caranguejo, o pequi e outros produtos típicos do Estado.

“A cozinha é viva, por isso vamos repensar esses ingredientes e fazer as mesmas receitas de formas diferentes. Esses novos pratos serão testados junto nosso público e dependendo da aceitação podemos incluir algum no nosso cardápio, já que mudamos o menu do restaurante a cada seis meses”, informa Ribenboim.

O Restaurante Dois já sediou outros festivais gastronômicos, sempre com foco na pesquisa de novos produtos, que possam tornar as receitas cada vez mais interessantes e saborosas.


Serviço:
Unidade de Atendimento Coletivo Comércio e Serviços do Sebrae no Piauí: (86) 3216-1305
Gerente: Gilson Vasconcelos – (86) 9427-0956

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O que é o Programa Sebrae para Empresas Avançadas?


O que é o Programa Sebrae para Empresas Avançadas?

Fonte: Sebrae Nacional


Sebrae oferece soluções para empresas que busca a evolução de seus negócios

O Programa Sebrae para Empresas Avançadas apóia o processo de crescimento de pequenas empresas que buscam a evolução de seus negócios. É composto por conjunto de soluções aplicadas conforme as necessidades da empresa avançada. O projeto reúne diversas modalidades – consultoria individualizada por empresa, workshops, capacitação, palestras e encontros – direcionadas para você que busca práticas mais avançadas de gestão.

O Programa é para você que está sem tempo para planejar o futuro da sua empresa, tem dificuldade em delegar tarefas, se sente sozinho, deseja trocar experiências com outros empresários e necessita de soluções práticas aplicáveis imediatamente na empresa.

Inscreva-se já nas soluções do projeto! Você terá a oportunidade de implantar modelos avançados de gestão empresarial, ampliar sua rede de contatos, implantar estratégias para estimular a inovação na sua empresa, analisar os aspectos fundamentais da gestão financeira e melhorar o processo de tomada de decisões gerenciais entre outras estratégias.

As soluções que fazem parte do programa são:


- Estratégias empresariais

- Gestão da inovação - inovar para competir

- Planejando para internacionalizar

- Gestão Financeira - do controle à decisão

- Encontros Empresariais


Saiba mais sobre as soluções do Programa Sebrae para Empresas Avançadas: http://www.sebrae.com.br/

segunda-feira, 1 de março de 2010

O desafio da prestação de serviço: a experiência do cliente

O desafio da prestação de serviço: a experiência do cliente

Confira como o atendimento ao cliente pode impactar de forma positiva ou negativa para a imagem da empresa

Por que a prestação de serviço, independente do segmento de negócios, é tão precária?


Essa é uma questão que sempre aparece no início do curso de Marketing de Serviço, feita pelos alunos do MBA da ESPM. A resposta complexa porque envolve diversas variáveis, começando pelo elemento humano, passando pelos processos, envolvendo as estruturas de atendimento e, muitas vezes, as estruturas da própria operação de serviço. O elemento humano dentro de uma prestação de serviço é o coração do negócio, já dizia um estudioso do assunto. Quase toda prestação de serviço é “humano dependente”. Portanto, esse elemento é de fundamental importância para os negócios, mas quase sempre muito pouco preparado, treinado, capacitado.

E sempre a culpa recai sobre a “pessoa” que presta o serviço, quando na verdade é do gestor do negócio que não viabilizou, não considerou importante ou até mesmo não sabe da relevância do elemento humano dentro de um negocio que é “serviço”. Tão pouco as próprias pessoas que trabalham na área tem a dimensão de sua importância para o sucesso da empresa. Estas pessoas se consideram apenas agentes de tarefas, executores de determinadas funções, quando na verdade representam a própria empresa em si. Principalmente quando se encontram na linha de frente do negócio, ou seja, no contato direto com o cliente.

Como exemplo pode-se citar as recepcionistas dos consultórios, seja de dentista, cirurgião plástico, pediatra, não importa a especialidade. A própria palavra já diz recepcionista - o que recebe, encaminha, ajuda e que, na verdade, passa a primeira impressão sobre aquele serviço. Primeira impressão que prepara para as próximas. Que se for boa já cria uma pré-disposição positiva e se for negativa nem precisa dizer o que acontece.

Diferentes tipos de clientes que demandam tratamentos diferenciados
Para o atendimento não basta apenas à boa vontade da pessoa. É preciso muito mais do que isso. É necessário conhecimento sobre o produto/serviço que está representando, é indispensável educação e cortesia, além de saber lidar com os diferentes tipos de clientes que demandam tratamentos diferenciados. Se a pessoa é extremamente objetiva requer que o atendente seja direto, não entre em muitos detalhes e transmita domínio sobre o assunto. Da mesma maneira o cliente mais dependente necessita de um tratamento mais assistencial.

Ou seja, é necessário acima de tudo que a linha de frente compreenda sua relevância para o negócio, além de ser treinada para que reconheça e atenda os diferentes tipos de clientes adequadamente. Isso é o início da excelência em prestação de serviço. Início porque os demais elementos como processo e estrutura devem continuar contribuindo para que a experiência do cliente seja de verdadeira excelência.

Experiência do cliente
Atualmente fala-se muito sobre a experiência do cliente, mas pouco se faz para que ele realmente tenha uma agradável experiência, para não ir ao extremo e dizer uma experiência inesquecível. Como costumo dizer aos alunos, essa experiência é sempre uma questão de detalhes. São os detalhes que tornam a experiência ou muito agradável ou uma decepção total. Quando se analisa os diversos casos relatados pelos próprios alunos, todo aprendizado que resulta é: os detalhes explicam tudo. E, por trás dos detalhes estavam às pessoas, sejam detalhes que impactaram positivamente ou negativamente.

A primeira coisa que o gestor de serviço deveria fazer é passar pela experiência do seu próprio serviço, para ter o devido conhecimento do que está entregando para o seu cliente. E, por incrível que pareça, nem sempre ele conhece essa experiência assim como os “ditos” detalhes.

Viver a experiência do cliente é o primeiro requisito básico para entender do que ele precisa, gosta e deseja. E às vezes os gestores, sem esse conhecimento, consideram que para encantar o cliente é necessário muito investimento. Nem sempre é uma questão de investimento em bens materiais, mas sim em capacitação dos colaboradores, em entendimento do que eles representam na prestação de serviço onde ouso dizer, copiando a máxima da publicidade, “eles são a alma do negócio”.

Ione Almeida (Mestre em Administração de Empresas pela Universidade Mackenzie e Pós-graduada em Marketing pela ESPM-SP. É professora nos cursos de MBA da ESPM Business School, Professora convidada da FGV e Sócia fundadora da Almeida Associados Consultoria Estratégica. almeida.ione@terra.com.br)

Fonte: Mundo do Marketing (www.mundodomarketing.com.br)